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Poema para o Sol.

Tanta coisa se passa em meu interior, tanta tempestade, tantos sentimentos conturbados, mas no fim, quando paro e penso, quando meus olhos estiam, quando olho  dentro do meu coração, apenas escuto a minha canção…ela ainda não está pronta, ela ainda é apenas poesia. Mas talvez ela nunca fique totalmente pronta, porque essa poesia que habita em mim flui infinita. São letras doces acompanhadas de melodia calma. E é tanta coisa que sinto ao tentar lembrar, tanta coisa… Queria ser um passarinho e poder voar, e talvez em um ninho me aconchegar nos momentos de frio, queria ser uma flor, queria ser a alegria e despertar sorrisos, queria ser  motivação e  força, queria ver que o brilho nos olhos da felicidade. Queria ser a primeira imagem no amanhecer, ou então poder ver os olhos de quem amo se fecharem em sono tranqüilo, por causa da calma no coração.  Aqui dentro de mim eu queria ser tanta coisa, mas posso apenas ser palavras. Ainda bem, porque  as palavras podem  me transformar em qualquer coisa. E assim, escrevendo, me transformo em beijos, me converto em frases  e nem o infinito pode vencer o poder dos versos em mim. Minhas rimas são minhas mãos segurando 0 horizonte, e conseguem até sentir o calor do toque. Sou lua e meu poema é para o

Sol…

Tua fonte de luz habita

Os desejos do meu coração

Em beijos raiados

E carinhos escritos

És o astro que aquece

És a ausência que me preenche

És a saudade que me conforta

Tenho flores nas mãos

E néctar nos lábios

E o medo fugiu de mim

Sinta, apenas estou aqui

E ante a tudo que vi e vivi

Descobrindo inspirações

A poesia em mim continua

Sempre minha, sempre tua

e continua…

*

Enluarada

*

“Espero que você não se importe que eu exprima em palavras, quão maravilhosa é a vida enquanto você está em meu mundo…” (Your song – Elton John)

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Clara Clareira.

Vida, clareira,

na floresta densa de ilusões.

Danço  ao som do farfalhar das folhas,

corro ao encontro, há troncos.

Mata fechada, mas não mata

se enfronhar sem aviso, curiar.

Aonde? Para onde?

Viver, horas!

Horas passam, vivo sem medo!

Não corro mais, agora tenho asas,

me foram dadas quando decidi voar.

Clareira florida da vida,

Chuva de amor colorida,

Aquarela, pintura sem tela,

promessa, resenha e espera.

Tempo seguro, tempo prematuro,

faixa de tempo, brevidade.

Pequena centelha,

fagulha de sonho,

ultimato da calamidade.

Obra de arte na tela do nada,

suspensa na eternidade.

Vi! Em palavras, em versos,

a linha da história escrita,

ninguém nega que é bonita,

mesmo nas discórdias,

até em horas de misericórdias,

vale-se sempre.

Paisagem, desfrute, libertação,

perfume de amores-perfeitos no ar,

é um dom  respirar,

Na clara, na eira, na vida clareira.

*

Enluarada

*

Quem espera que a vida seja feita de ilusão, pode até ficar maluco, ou morrer na solidão. É preciso ter cuidado pra mais tarde não sofrer. É preciso saber viver!

É preciso saber viver – Titãs.

Reflexões de Lua.

Uma das piores coisas que existem é você querer gritar palavras aos quatro ventos e ter que segurar tudo entalado na garganta. Haja razão para controlar a emoção.

As coisas se repetem em minha vida, é impressionante.

Quando eu vou aprender, não sei. Talvez nunca aprenda. E talvez eu esteja errada. Aprender nunca será o suficiente para uma pessoa que vive de sentir. Sentimento não se aprende. Apenas se sente.

Eu desisti de me entender. Ao refazer minha vida, não quero cometer os mesmos erros. Mas para refazê-la, terei que errar.

Como numa reforma onde precisamos primeiro demolir para depois reconstruir totalmente. Simplesmente não me conformo com uma “maquiagem” básica na vida.

Nunca consegui viver de aparências. Sou o que sou e pronto. Coisas quebradas quando reformadas sempre ficam com marcas. O negócio é fazer de novo.

Sou um poço de sentimento. E derramo esse sentimento a todos que me cercam. E não entendo quando as pessoas parecem simplesmente não notar. O complicado em quem é mais sentimento do que razão é que esperamos que as outras pessoas sintam da mesma forma, com a mesma intensidade, ou pelo menos demonstrem entender o que sentimos. Pior, às vezes nos pegamos insatisfeitos com a forma de pensar e agir de pessoas que não retribuem nossa expressão de sentimento. E claro, vem a frustração ao reconhecer que cada um é cada um com direitos de sentir, raciocinar e amar de seu próprio jeito. E então vem a culpa.

E eu sinto e sinto…sinto tanto, sinto muito. Sinto medo, coragem, amor, pena, desprezo, mágoa. Menos indiferença. Talvez a indiferença me fizesse bem, me anestesiasse. Eu sofreria menos. Mas eis aí uma coisa rara em mim: ser indiferente. Posso ser indiferente quanto a um tipo de comida ou outro, quanto a uma cor ou outra, quanto a um cheiro ou outro. Mas quanto aos sentimentos, jamais.

E por vezes me pego pensando em razões para que outras pessoas deixem de notar e reconhecer isso em mim. Fico inventando justificativas para mim mesma, em prol dessas pessoas.

E sou assim. Sempre busco melhorar, claro. Mas minha essência é essa complicação gostosa de sentir e amar, me entregar,  sofrer…e repetir. Penso, repenso, raciocino, peso, meço choro e girando em círculos olho para dentro de mim novamente e penso: dane-se. É isso mesmo que quero. Ou seria: é isso mesmo que quero sentir?

Múltiplas escolhas, para quem tem múltiplos sentimentos.

Salve-me quem puder. Ame-me quem quiser.

*

Enluarada

*

Medo ou Amor?

cora

Assim como dois caminhos não podem ser seguidos ao mesmo tempo por uma única pessoa, duas escolhas sobre um mesmo tema não podem ser feitas. Aquele que vai à guerra por sentir-se cumprindo seu dever patriota, não pode, ao mesmo tempo, ficar ao lado da esposa e de sua família. Quem escolhe continuar, não pode, simultaneamente permanecer. A vida é uma constante troca de uma coisa por outra e é importante aceitar isso. Quando o caminho bifurca e o destino faz uma pergunta, qual a melhor escolha? Em qualquer espaço ou tempo, pergunte-se: “O que o amor faria?” A resposta a esta pergunta poderá tirar-lhe do ardor de diversas consequências advindas de uma escolha mal feita. O amor cabe em qualquer lugar e hora, permanecendo como a mais acertada forma de ser e fazer feliz. Qualquer outra escolha que não seja por amor, certamente será por medo. Você está se perguntando: “Medo?”. Se o medo de perder o que nem é seu se chama ciúme, o amor ao direito de simplesmente escolher estar ao lado chama-se liberdade. Se o medo de admitir que você também erra chama-se rancor, a amorosa visão de que ninguém é melhor que ninguém chama-se perdão. Se formos pensar, tudo o que não nos faz bem são medos disfarçados e tudo o que nos torna melhores e felizes é o amor. Medo de si mesmo é não gostar-se e aí, é bom saber que você pode reinventar-se a todo momento. Amor por si mesmo é gostar-se e aí, a energia contagiante de fazer com que todos ao seu redor sintam-se atraídos por você, chama-se auto-estima. O que você tem escolhido? Na hora de viajar, por exemplo, pergunte-se: Estou deixando de ir por medo, estou indo por medo, estou ficando por amor ou estou indo por amor? E lembre-se, amor é algo que só pode existir, quando antes existe por você próprio. Ame-se mais para amar mais. Não ama, apenas acha que ama, aquele que diz que ama mas nem sabe o que é amor próprio. Medo ou amor? A escolha é sua e cada segundo de sua vida lhe perguntará isso.

Este post é uma contribuição de uma grande amiga e blogueira, a RayFarfallablu que tem um talento inestimável. É um texto de Victor Chaves, (sim da dupla Victor e Léo) muito interessante e inspirador.