Alquimias.

alquimia

Nada como essa paz artificial que essas pílulas trazem.

São miniaturas de tranquilidade,

em um momento em que não consigo mais ser eu mesma.

Acho que além de meus defeitos pessoais, tenho também,

defeitos interiores, falhas nas poções que o âmago produz,

quando faz sua mágica do sentir.

Algumas poções, tenho de sobra, tanto que,

se me deixar levar, eu flutuo céu afora e reviro universos.

Outras, quando explodem em mim, fazem-me amar o desconhecido,

ressoam tonturas e delírios,

ecoam sonhos de felicidade,

me fazem refém de devaneios, ilusões e fantasias.

Mas nas vezes em que caminho para dentro de mim, e encontro um cinza

um sazonal escurecer, nem dia e nem noite,

e me vejo presa num lago de angústias, desilusões e frustrações,

me torno uma fugitiva, querendo o claro, o justo, o dia.

Eu sou chuva interior. Uma lua sem amor.

Uma indiferença personificada que carece de brilho próprio.

Não tenho essas poções certas dentro de mim, confesso.

Não para essas coisas, não para esse fim.

A calma, a paz, e o fim de minhas angústias, por enquanto,

vêm de alquimias externas, pequenas magias compradas.

Como eu queria ser completa como um dia fui, ou pensei que fosse…

Como eu queria olhar no espelho e me ver inteira.

Mas quando me vi, encontrei inconstâncias…

no reflexo, encontrei nau a pique.

Em meus olhos, estrelas e noite.

O Sol se pôs.

E minha luz só virá, quem sabe, mais tarde na vida,

quando eu aprender solitária, todas as minhas alquimias.

*

Sih

*

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