Ilusões, somas e subtrações.

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Disseram-me alguns que viver de ilusões não vale à pena. Que a praticidade do mundo real, encarar a realidade é a única forma de se viver bem, de ser feliz, de conquistar o amor próprio.
Sou uma sonhadora nata, e talvez por isso, eu não consiga aceitar a realidade como ela realmente é.
Talvez, eu nem consiga enxergar a realidade a respeito de mim. Dizem que todo artista, tem uma alma em fuga, e que usa sua arte como um ópio para o que faz sofrer. É um escape. E cega um pouco.
Nos últimos tempos, nem ilusões, nem realidades desceram bem por minha garganta.
Ouvi coisas que caíram como uma enorme pedra em minha cabeça, palavras que afundaram qual punhal em meu coração.
Eu sei que não há perfeição em ninguém e, obviamente bem sei que eu não sou perfeita, mas meus erros não significam meu caráter. Causei alguns sofrimentos, mas também já sofri muito.
E não tenho nem nunca tive a intenção de entrar em alguma disputa de sofrimentos, mas cometi o erro de esperar que alguém com maiores marcas da vida pudesse ter maior compreensão.
Errei…chorei por noites inteiras, ataquei a mim mesma de várias formas, me puni, mesmo sabendo que não era minha intenção.
Assumi meus erros, engoli seco as acusações e decidi reescrever o meu caminho.
Subtraí a dor das experiências que me mostraram como a vida é subjetiva e pode mudar da noite para o dia.
Somei o equilíbrio, buscando manter minha identidade, sem ser uma eterna fugitiva de mim mesma.
Eu gosto das ilusões. Eu me presenteio com fantasias. Eu acho  o mundo real duro demais para encarar de frente, e por isso prefiro me esquivar de palavras duras, grosseiras ou veementes, que sejam. Aprendi que não sou obrigada a deixar que me enfiem goela abaixo o que eu sei que não é verdade.
Não que eu não seja forte, porque se Deus permite que eu passe por tudo o que eu já passei, é porque Ele sabe que eu consigo, mesmo que seja usando os últimos resquícios de minhas forças. Mas há momentos em que preciso descansar em um pequeno oásis da vida, para respirar, me regenerar.
Matemática das almas, é um blog que criei, pensando em como posso equilibrar a beleza dos sonhos que expresso em minha escrita, ora poética rimada e métrica, ora escrachada e em prosa, e a dureza de alguns momentos que a realidade nos impõe, embora a realidade muitas vezes pode ser bela também.
Há realidades simples que são intensamente belas…
Houve muita realidade em tudo o que sonhei, porque o que meu coração escreveu e sentiu, esteve presente nesse universo em forma de arte.
Há realidade em minha busca contínua de auto aprimoramento.
Aprendi muito esses dias e sei que por mais dolorido que tenha sido e ainda está sendo, não foi em vão.
Eu busco a temperança na eternidade, a paciência até o infinito, a paz…
E penso que quem não faz o mesmo, bebe da vida com goladas fartas, sem nem sentir o sabor do melhor que se apresenta. Prefiro apreciar a vida como um bom vinho, prefiro regar o amor com palavras doces e suaves.
*
Sih
*
‘‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.”’ – Mateus 22:39

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