Reflexões de Lua.

Uma das piores coisas que existem é você querer gritar palavras aos quatro ventos e ter que segurar tudo entalado na garganta. Haja razão para controlar a emoção.

As coisas se repetem em minha vida, é impressionante.

Quando eu vou aprender, não sei. Talvez nunca aprenda. E talvez eu esteja errada. Aprender nunca será o suficiente para uma pessoa que vive de sentir. Sentimento não se aprende. Apenas se sente.

Eu desisti de me entender. Ao refazer minha vida, não quero cometer os mesmos erros. Mas para refazê-la, terei que errar.

Como numa reforma onde precisamos primeiro demolir para depois reconstruir totalmente. Simplesmente não me conformo com uma “maquiagem” básica na vida.

Nunca consegui viver de aparências. Sou o que sou e pronto. Coisas quebradas quando reformadas sempre ficam com marcas. O negócio é fazer de novo.

Sou um poço de sentimento. E derramo esse sentimento a todos que me cercam. E não entendo quando as pessoas parecem simplesmente não notar. O complicado em quem é mais sentimento do que razão é que esperamos que as outras pessoas sintam da mesma forma, com a mesma intensidade, ou pelo menos demonstrem entender o que sentimos. Pior, às vezes nos pegamos insatisfeitos com a forma de pensar e agir de pessoas que não retribuem nossa expressão de sentimento. E claro, vem a frustração ao reconhecer que cada um é cada um com direitos de sentir, raciocinar e amar de seu próprio jeito. E então vem a culpa.

E eu sinto e sinto…sinto tanto, sinto muito. Sinto medo, coragem, amor, pena, desprezo, mágoa. Menos indiferença. Talvez a indiferença me fizesse bem, me anestesiasse. Eu sofreria menos. Mas eis aí uma coisa rara em mim: ser indiferente. Posso ser indiferente quanto a um tipo de comida ou outro, quanto a uma cor ou outra, quanto a um cheiro ou outro. Mas quanto aos sentimentos, jamais.

E por vezes me pego pensando em razões para que outras pessoas deixem de notar e reconhecer isso em mim. Fico inventando justificativas para mim mesma, em prol dessas pessoas.

E sou assim. Sempre busco melhorar, claro. Mas minha essência é essa complicação gostosa de sentir e amar, me entregar,  sofrer…e repetir. Penso, repenso, raciocino, peso, meço choro e girando em círculos olho para dentro de mim novamente e penso: dane-se. É isso mesmo que quero. Ou seria: é isso mesmo que quero sentir?

Múltiplas escolhas, para quem tem múltiplos sentimentos.

Salve-me quem puder. Ame-me quem quiser.

*

Enluarada

*

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